terça-feira, 12 de março de 2013

As personagens de Merkel

Desde 2009 que Merkel tem ocupado o espaço mediático à volta da Europa: ou porque recusa o resgate de países em dificuldade, ou porque diz que a Grécia devia sair do euro, ou porque não queria o Banco Central Europeu a comprar dívida para que as taxas de juro baixassem, ou porque defende,
como mais ninguém que a austeridade é a única forma de sair da crise, ou porque, mais recentemente, não defende a extensão do prazo de pagamento dos empréstimos concedidos a Portugal e Irlanda.

Por uns é vista como uma espécie de Maga Patológica (a bruxa que tenta roubar a moeda nr.1 do Tio Patinhas para se transformar a mais rica do mundo) por outros como a heroína que faz o que tem que ser feito.

Opiniões à parte, a imprensa e os cidadãos, com carradas de imaginação, tranformam-na em personagens que todos conhecemos: a New Statesman define-a como um robo exterminador de olhos vermelhos; a The Economist personifica um barco chamado a economia mundial que se afunda e pergunta: Por favor, senhora Merkel, podemos ligar os motores?; um outdoor no centro de Berlim mostra uma imagem computorizada da chanceler alemã em roupa interior com o slogan: o país precisa de nova roupa interior; há até quem brinque com a roupa (sempre a mesma) que veste e sugira Merkel como a nova imagem de marca da Robbialac.

Sem um consenso de opiniões, entre teorias de bruxas, de conspiração e de salvação, deixo-vos dois artigos: A sobrevivência do euro sem a Alemanha e Why everybody loves to hate Angela Merkel and why everybody is wrong











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