Hoje fiz uma das coisas que mais me dá prazer: lanchei Mcdonalds. É verdade, tão verdade quanto me ter sabido pela vida.
Toda a gente que me conhece e vai comigo ao Mcdonalds sabe que eu como sempre a mesma coisa: Happy Meal. A dose é perfeita e se tenho um bocadinho mais de gula o sundae com dose dupla de caramelo ajuda-me sempre.
Mas há uma coisa que sempre me chateia: o Happy Meal é pensado para crianças e eu não sou criança nenhuma portanto, de todas as vezes que me passeio com a dita caixinha - que não me serve para nada - fico com a sensação que estou a comer alguma coisa que não foi pensada para mim.
E depois há sempre o problema do boneco. O que é que eu faço com o boneco? Tenho sempre duas opções: ou pergunto à criança mais próxima de mim se o quer, e a probabilidade de não o querer é enorme porque já tem o dela que saiu no Happy Meal feito para ela; ou quando despejo o meu tabuleiro, deixo o boneco embalado à vista de todos para que possa ser usado por mais alguém que não eu.
Ora, a Mcdonalds podia, digo eu, lembrar-se de fazer um Happy Meal para quem, como eu, acha que é a dose perfeita. Não me importava de coleccionar coisas para gente mais velha que é como quem diz, uma caixa igual à das crianças mas com sapatos Loubotin de todas as cores (será que vai fazer lembrar os anúncios de pensos higiénicos?) ou recortes de notícias, ou factos sobre o marketing maravilhoso que fazem e os produtos de todos os outros países. Lá dentro (da caixa), bem, lá dentro os espelhos como os da Hello Kitty também me davam jeito, mas sem ser da Hello Kitty, e umas amostras Mac, ou Kiko. Who knows.