A situação financeira do Chipre está no limbo. Ou Rússia ou União Europeia. Qualquer fumo que saia desta chaminé, a cor sairá sempre preta.
A Alemanha, e Merkel, perceberam que as suas medidas não são solução única. Mas a chanceler deixou claro, se os cipriotas quiserem a ajuda dos Russos, terão de deixar o euro.
O ministro das finanças do Chipre continua em Moscovo, a troika disponibilizou-se para remodelar o plano de resgate. Parece-me que temos um novo jogo favorito entre políticos irresponsáveis: atirar dados num tabuleiro de capitalismo financeiro, temos como castigo a democracia, a liberdade e a idiotice. Quanto mais jogamos, mais perdemos. E esta é a Europa que nos sobra.
Ainda são novos -os cipriotas- nestas andanças, coitados. Pobres daqueles que ainda não conhecem a força demolidora da troika. A tendência é sempre para pior. Ou bem que se vendem aos russos, à democracia suspeita de Putin, ou se entregam de braços meios fechados à troika e vêem o dinheiro, confortavelmente depositado neste paraíso fiscal, voar, não pelos dedos, mas pelas mãos inteiras.
Esperemos, esperemos para ver e assistir às cenas do próximo capítulo, não só do Chipre mas de todos nós.
Costuma dizer-se que toda a criatividade exige 80% de transpiração e 20% de imaginação. Eu reformulo os cálculos na forma como vejo mundo: transpiração (leia-se mental), inspiração e um desejo enorme, mas indiscreto, de querer saber.
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quinta-feira, 21 de março de 2013
terça-feira, 12 de março de 2013
As personagens de Merkel
Desde 2009 que Merkel tem ocupado o espaço mediático à volta da Europa: ou porque recusa o resgate de países em dificuldade, ou porque diz que a Grécia devia sair do euro, ou porque não queria o Banco Central Europeu a comprar dívida para que as taxas de juro baixassem, ou porque defende,
como mais ninguém que a austeridade é a única forma de sair da crise, ou porque, mais recentemente, não defende a extensão do prazo de pagamento dos empréstimos concedidos a Portugal e Irlanda.
Por uns é vista como uma espécie de Maga Patológica (a bruxa que tenta roubar a moeda nr.1 do Tio Patinhas para se transformar a mais rica do mundo) por outros como a heroína que faz o que tem que ser feito.
Opiniões à parte, a imprensa e os cidadãos, com carradas de imaginação, tranformam-na em personagens que todos conhecemos: a New Statesman define-a como um robo exterminador de olhos vermelhos; a The Economist personifica um barco chamado a economia mundial que se afunda e pergunta: Por favor, senhora Merkel, podemos ligar os motores?; um outdoor no centro de Berlim mostra uma imagem computorizada da chanceler alemã em roupa interior com o slogan: o país precisa de nova roupa interior; há até quem brinque com a roupa (sempre a mesma) que veste e sugira Merkel como a nova imagem de marca da Robbialac.
Sem um consenso de opiniões, entre teorias de bruxas, de conspiração e de salvação, deixo-vos dois artigos: A sobrevivência do euro sem a Alemanha e Why everybody loves to hate Angela Merkel and why everybody is wrong
como mais ninguém que a austeridade é a única forma de sair da crise, ou porque, mais recentemente, não defende a extensão do prazo de pagamento dos empréstimos concedidos a Portugal e Irlanda.
Por uns é vista como uma espécie de Maga Patológica (a bruxa que tenta roubar a moeda nr.1 do Tio Patinhas para se transformar a mais rica do mundo) por outros como a heroína que faz o que tem que ser feito.
Opiniões à parte, a imprensa e os cidadãos, com carradas de imaginação, tranformam-na em personagens que todos conhecemos: a New Statesman define-a como um robo exterminador de olhos vermelhos; a The Economist personifica um barco chamado a economia mundial que se afunda e pergunta: Por favor, senhora Merkel, podemos ligar os motores?; um outdoor no centro de Berlim mostra uma imagem computorizada da chanceler alemã em roupa interior com o slogan: o país precisa de nova roupa interior; há até quem brinque com a roupa (sempre a mesma) que veste e sugira Merkel como a nova imagem de marca da Robbialac.
Sem um consenso de opiniões, entre teorias de bruxas, de conspiração e de salvação, deixo-vos dois artigos: A sobrevivência do euro sem a Alemanha e Why everybody loves to hate Angela Merkel and why everybody is wrong
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