Ando já há uns dias a pensar neste texto. O que vou escrever e como vou escrever sem que se torne demasiado feminista e aborrecido.
Então, decidi que vou aproveitar o dia de hoje não para engrandecer os feitos das mulheres no mundo e o que de especial vamos fazendo ano após ano mas para agradecer.
Tenho algumas mulheres na minha vida a quem precisava agradecer por fazerem parte dela. Os motivos obviamente são vários:
- porque fizeram de mim quem eu sou (para o bem e para o mal, por exemplo, esta incontinência verbal devo-a à minha mãe)
- as que me inspiram
- as que não me conhecem mas que, só por eu saber quem são melhoram qualquer coisa em mim
- e ainda, as que me mostram aquilo que eu não vou nunca querer ser.
Não vou enumera-las porque não quero tornar estas palavras numa espécie de elogio público. Da forma como eu vejo as coisas, elas - as minhas mulheres - sabem quem são.
Permitam-me apenas uma excepção, uma pequenina, mas que me importa imenso: a minha irmã Francisca e a minha irmã Maria, por hoje serem mais mulheres do que eu, por terem crescido mais do que eu. Por terem decidido que os dias entre as fraldas, o banho, o cócó, os castigos e as brincadeiras valem a pena.
Bom dia para todas, é dia da mulher mas também é sexta feira.