Desde 2009 que Merkel tem ocupado o espaço mediático à volta da Europa: ou porque recusa o resgate de países em dificuldade, ou porque diz que a Grécia devia sair do euro, ou porque não queria o Banco Central Europeu a comprar dívida para que as taxas de juro baixassem, ou porque defende,
como mais ninguém que a austeridade é a única forma de sair da crise, ou porque, mais recentemente, não defende a extensão do prazo de pagamento dos empréstimos concedidos a Portugal e Irlanda.
Por uns é vista como uma espécie de Maga Patológica (a bruxa que tenta roubar a moeda nr.1 do Tio Patinhas para se transformar a mais rica do mundo) por outros como a heroína que faz o que tem que ser feito.
Opiniões à parte, a imprensa e os cidadãos, com carradas de imaginação, tranformam-na em personagens que todos conhecemos: a New Statesman define-a como um robo exterminador de olhos vermelhos; a The Economist personifica um barco chamado a economia mundial que se afunda e pergunta: Por favor, senhora Merkel, podemos ligar os motores?; um outdoor no centro de Berlim mostra uma imagem computorizada da chanceler alemã em roupa interior com o slogan: o país precisa de nova roupa interior; há até quem brinque com a roupa (sempre a mesma) que veste e sugira Merkel como a nova imagem de marca da Robbialac.
Sem um consenso de opiniões, entre teorias de bruxas, de conspiração e de salvação, deixo-vos dois artigos: A sobrevivência do euro sem a Alemanha e Why everybody loves to hate Angela Merkel and why everybody is wrong
Costuma dizer-se que toda a criatividade exige 80% de transpiração e 20% de imaginação. Eu reformulo os cálculos na forma como vejo mundo: transpiração (leia-se mental), inspiração e um desejo enorme, mas indiscreto, de querer saber.
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terça-feira, 12 de março de 2013
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013
Argentina e China: anti publicidade
Com o objectivo de prevenir a ostentação e com a chegada do novo ano, a China proíbe publicidade a artigos de luxo. Esta medida faz parte do programa do governo que quer que haja cada vez menos desigualdade. As palavras "luxuoso" e "real" são também punidas com uma pesada multa.
Na Argentina, Guillermo Moreno, secretário do comércio, proibiu que as cadeias de supermercado fizessem qualquer tipo de publicidade para que os consumidores não possam comparar os preços. Esta medida (não confirmada pelo governo mas apontada como efectiva pelos meios de comunicação social) surge depois do congelamento de preços que o país leva a cabo até Maio, tudo isto para tentar controlar a inflação. O governo Argentino assume que fechou o ano em 10,8%, os consultores independentes dizem que ultrapassa os 25%.
A publicidade é a madrasta da história ainda que no seu conceito primeiro nos deixe perceber o que se passa para lá do continente. Um país corrupto que proíbe artigos de luxo e um país economicamente descontrolado que rouba a informação aos consumidores.
Na Argentina, Guillermo Moreno, secretário do comércio, proibiu que as cadeias de supermercado fizessem qualquer tipo de publicidade para que os consumidores não possam comparar os preços. Esta medida (não confirmada pelo governo mas apontada como efectiva pelos meios de comunicação social) surge depois do congelamento de preços que o país leva a cabo até Maio, tudo isto para tentar controlar a inflação. O governo Argentino assume que fechou o ano em 10,8%, os consultores independentes dizem que ultrapassa os 25%.
A publicidade é a madrasta da história ainda que no seu conceito primeiro nos deixe perceber o que se passa para lá do continente. Um país corrupto que proíbe artigos de luxo e um país economicamente descontrolado que rouba a informação aos consumidores.
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